quarta-feira, 1 de junho de 2011

Afinal, o que é o amor?

Alguns dizem que amar é doar-se ao outro sem nada pedir em troca. Pelo simples prazer de entregar-se. Quem ama nada exige, nenhum sentimento de reciprocidade. É nisso que alguns acreditam. Existe também o amor Ágape, que diz que devemos amar uns aos outros como a nós mesmos. Mas esse amor é de outro tipo. Vivido por Jesus Cristo, amor à humanidade.
Há quem diga também que amar é sofrer, sofrer e sofrer sem limites. Ora! Você deve estar se perguntando, então: e essas garotinhas modernas que arrumam um namorado por semana, cada um mais babaca e bombado  que o outro? Elas não sabem o que é o amor? A resposta é não meu camarada. Aliás, quem há de saber o que é, verdadeiramente, o amor? Esse misterioso sentimento tão buscado e quando encontrado tão confundido.
Pra mim o amor só existe com calor, paixão, alegria, tristeza e sofrimento. Você deve estar pensando. O sofrimento, eis a parte ruim de tudo isso. Por que sofrer, ó Deus? Por que eu? Bobagem. Quem foi que disse que o ato de sofrer é totalmente maléfico? Quem sofre é por que foi capaz de se permitir, de deixar alguém entrar em sua vida e mexer nela. Só sofre quem está vivo. Assim como só ama quem está vivo. Ora! Já sei. O amor é um pêndulo que balança bem ao seu próprio gosto e tempo, entre o amor e o ódio, a razão e a emoção, a lucidez e a loucura.
Por isso meus caros que o sofrer faz parte disso tudo. E digo mais. Se existisse um livro chamado “O estatuto do amor” teria de conter nele um artigo tornando necessário o sofrer a quem ama. Assim como teria de ser necessário o ser feliz, o sorrir, o estar bem – mas disso ninguém reclama- quanto a isso todo mundo acha que está corretíssimo viver. Alguns acham tanto que chegam a confundir aventura com amor. Quem ama suporta os momentos de êxtase e os momentos mais ordinários. Quem ama não está a afagar sua cabeça só quando você detém um sorriso bobo e olhos de encanto. Quem ama deveria seguir a passagem bíblica criada especialmente para o nosso querido “Estatudo do amor” que diz: quem ama há de permanecer ao lado da pessoa amada, nos momentos de angústia e nos de prazer. Não para todo o sempre, contudo, enquanto o amor vigorar.
E as mulheres- ah!  as mulheres- esses seres tão difíceis de compreender. A maioria delas cisma em arrumar um canalha para suas vidas e sofrem e choram e enfeitam suas cabeças a dizer: ele vai mudar, ele prometeu que essa vez foi a última e vai mudar. Outra lembrança do nosso querido estatuto: “quem ama nessa vida por que há de trair?” Se você tem a pessoa amada ao lado, por que buscar outra? – “Mas meu amor, eu transei com ela pensando em você.” A mulher faz uma carinha de triste e aceita. Ao invés de perguntar: “por que você não transou comigo porra?” É um grande desencanto feminino querer concertar quem nasceu pra vadiagem. Se elas tanto sofrem, se elas tanto querem um homem direito por que não encontram logo um de boa índole? A única justificativa que passa pela minha cabeça é a de que a mulher busca mérito através disso. Um dia ela pretende bater no peito a dizer- Eu ajeitei esse homem. Hoje ele é só meu. – Só pode ser isso. Não existe outra justificativa.
Afinal, minhas queridas, uma coisa é sofrer por amor, outra, totalmente diferente, é sofrer por burrice.
O amor é um fogo a muitos inatingível, a outros temido e aos derradeiros aqui citados- os românticos- tão buscado quanto hora confundido. Mas a vida continua e nós continuamos cá, sem saber exatamente do que se trata o amor. Será ele um sentimento de entrega, no qual nada exige quem ama do ser amado? Será o pêndulo por mim arduamente defendido, com direito a estatuto e tudo mais? Ou será algo desconhecido e nós, pobres bobões, teimamos em entendê-lo e decifrá-lo, ao invés de senti-lo?

3 comentários:

  1. Como eu disse, desisto de procurar o amor, desisto até mesmo de acreditar nele, e elaboro teorias absurdas sobre o que os homens gostam. Mas a verdade é que eu espero - a gente sempre espera - que o melhor aconteça, e que seja logo.

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  2. Belo texto, Iury.

    Concordo com o que diz. E acrescento uma coisa, apelando para meu lado biólogo, digo:

    "Uma estratégia comportamental dentro de uma espécie só permanece no domínio enquanto proporcionar vantagens ao indivíduo"

    Em outras palavras; se o comportamento "canalha" predomina é pq nós permitimos. Nesse caso, somos o "fator limitante" para o desenvolvimento dessa conduta. Se elas não aprovassem (a maioria), ele não dominava.

    Talvez por isso os românticos (ou apenas pessoas mais centradas), são tão raros.

    Nossa estratégia (é, sou romântico) não vem sendo a melhor, durante muito tempo. No entanto ela permanece. Se isso ocorre, significa que algum benefício existe nisso.

    Sucesso eu posso não fazer muito, mas prefiro pagar o preço por ser diferente.

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