sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O nascimento de um poeta


Talvez eu tenha nascido do ócio
Minha mãe, numa noite bela
Chamou meu pai para se divertirem
Beberam, brindaram
Sorriram, se amaram
Os ventos traziam a  dona cegonha

Que passava apressada
E cheia de encomendas
Escolheram-me a dedo
Banharam-me a ouro
levei vida de rei
sou tido como tesouro

fui criança, brinquei, sorri
fui adulto, me apaixonei, chorei
a velhice anda tão longe
ainda não se anuncia
a morte, futuro de todos nós
ainda não me veio à cabeça

escrevo estes derradeiros versos pensando
E se não fosse aquela noite
E se não fosse aquele gozo(apaixonado)
E se a cegonha não tivesse vindo
Estaria eu aqui
Brincando de ser poeta?

sábado, 23 de outubro de 2010

O TEMPO

Tempo de brincar
De amar, de ser feliz
Tempo de correr
De pular, coçar o nariz
Foi-se o tempo na rajada
No estrondo do trovão

Passa tempo, devagar
Por que voltar não volta não
Todo tempo que passou
Foi ficando para trás
O momento eternizou
E eu fiquei pedindo mais

Passa tempo
Tempo hora
Passa tempo, no relógio
Já está raiando o dia
Um dia eu era criança
Noutro minha barba já crescia

Tic tac
Tempo hora
Tic tac
Ora tempo
Eu pedi que tu ficasse
Tu foste embora com o vento

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O adultério

Era uma noite bastante chuvosa. Seu carro acabara de quebrar. Ela estava sozinha e desprovida de qualquer tipo de proteção naquele lugar estranho. Catou sua capa de chuva e seu par de botas. Saiu do carro, caminhou, cautelosamente, procurando abrigo, ou alguém que pudesse ajudá-la. Caminhou por alguns minutos, até encontrar uma cabana, na qual havia uma única luz acesa. Aproximou-se com o ímpeto de pedir abrigo, mesmo que fosse a um desconhecido. Ficou durante alguns segundos diante da porta fechada, tomando chuva, pensando se bateria ou não naquele pedaço de madeira que a impedia de observar o que se passava na parte de dentro da cabana.
Hesitou, tentando dar de costas e ir embora, quando ouviu a chave dar uma volta e meia na fechadura da porta. Apareceu a sua frente um homem robusto, barbudo, alto e bem agasalhado. Você precisa de abrigo, perguntou o homem. Ela hesitou mais uma vez. Olhou para um lado, logo após para o outro. Não havia nada a fazer a não ser aceitar a proposta daquele desconhecido homem.  Adentrou a cabana bastante desconfiada e insegura. O homem, silenciosamente, trancou a porta, tirou a chave do trinco, guardando-a no bolso de seu casado e pôs-se a frente de sua hospede, observou-a, por alguns segundos, não conseguindo balbuciar uma só palavra. Desistindo da conversa, que chegou ao término antes mesmo da palavra inicial, dirigiu-se ao banheiro, preparou um banho com água morna para sua visitante. Voltou à sala, e dessa vez, tomando coragem, dirigiu-lhe a palavra. Preparei um banho para você, aproveite-o e troque essas roupas, antes que pegue um resfriado, disse ele. A mulher deu um sorriso à meia boca e saiu rumo ao banheiro.
Cerca de trinta minutos depois a mulher saiu envolta em uma minúscula toalha, cabelos soltos e pés descalços. Não tenho roupas enxutas, disse ela. O homem misterioso levantou-se rapidamente, ficou, novamente, por alguns segundos defronte a ela, aquela mulher que surgira do nada, misteriosamente, da qual não perguntou sequer o nome, pois se encontrava bastante nervoso, observou sua beleza incomum. Deu um último passo para frente. Ficaram tão perto  que ela teve um leve susto. Olho-a nos olhos, ficou por alguns segundos parado, apenas trocando olhares e sentindo sua respiração, agora acelerada. Beijaram-se ardentemente, sem trocar palavra alguma, sentiram queimar, naquela noite fria e chuvosa, o fogo da paixão. A toalha na qual ela estava envolta caiu ao chão, sua minúscula toalha já não conseguia separar aqueles dois corpos, que por um motivo repentino e desconhecido, já não podiam mais ficar separados.
Ele tirou, apressadamente, seus sapatos e todas suas vestimentas. Jogou-a sobre sua cama e fez dela sua mulher a noite inteira, entre gemidos e juras de amor. Quando já amanhecia eles encontravam-se fadigados e finalmente dormiram: abraçados, pelados, aquecendo um ao outro com seus corpos.
Quando despertou, o homem estava com frio e solitário em sua cama. Antes mesmo de levantar-se viu um bilhete de sua enamorada no criado-mudo, e já sabia, antes mesmo de ler, do que se tratava aquele pedaço de papel. Sabia acabara de ser abandonado, depois de uma longa noite de paixão ardente. Tudo aquilo, que foi tão belo e verdadeiro, agora ficava em sua lembrança e em sua carne marcada.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Vida Doce



"Vida doce
Freneticamente rotineira
Não há tempo de viver
Não há tempo de amar
Não há tempo de provar
  A vida doce que me espera"

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O bibliotecário

O relógio da grande catedral acabara de badalar a sexta vez. Eram exatamente seis da tarde, e o crepúsculo, tardio levava o resto de luz que ainda havia na cidade. Os pássaros que cantavam agora voam se debatendo, dando lugar ao silêncio e aos mendigos, que já se ajeitam, com seus papelões e suas garrafas de cachaça, para uma longa noite de frio.



Em frente à bela catedral havia uma antiga biblioteca, onde trabalhava um velho bibliotecário.
Seu rosto era velho, não só pelo tempo, mas por toda a amargura que o acompanhava, naquele olhar semimorto de quem já não espera mais nada da vida há muito tempo.
Frank; era assim que se chamava, tinha 90 anos, e apesar da idade ainda trabalhava todos os dias, durante os últimos 50 anos, na antiga biblioteca pública da cidade. Agora Frank estava conferindo e organizando alguns livros, para poder fechar a biblioteca, que como de costume, estava vazia, tomada por um silêncio devastador. Então, empilhou os livros, apagou as luzes, dirigiu-se a e trancou os cadeados. Saiu em direção a sua casa, com um livro grande e empoeirado debaixo do braço. Frank já não via muita diferença de estar em casa ou na biblioteca. Seus únicos companheiros eram os livros e todas as aventuras que eles o proporcionavam em seu imaginário. Sem exagero algum posso afirmar que os livros eram a única coisa que fazia Frank levantar da cama e seguir mais um dia de vida. Ele não tinha amigos, esposa, nem filhos, portanto não tinha com quem conversar sobre o livro que ele estava lendo ou acabara de ler. Então, se acostumou à rotina de ler um livro seguido do outro, sem pausa.
Era uma noite de quinta-feira e Frank já estava lendo o sexto livro daquela semana. Ele estava extremamente fascinado pela literatura de Gabriel García Marquez, colombiano. Talvez pelo escritor possuir aproximadamente a mesma idade que ele e a mesma paixão pelos livros. Provavelmente Gabo era tudo aquilo que Frank nunca foi. Ele até chegou a publicar algumas crônicas no jornal da cidade, mas o editor-chefe não suportou colocar tanta tristeza em suas folhas de jornal, logo mais na edição dominical, que é o dia no qual as pessoas ficam mais tristes. Então Frank se encontrou forçado a guardar toda sua amargura e literatura para si mesmo. Quando foi demitido do jornal estava lendo “Memórias póstumas de Brás Cubas” e escreveu uma crônica baseada neste livro. Do qual tirou a frase: “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver, dedico, com saudosa lembrança, estas memórias póstumas”. Pode-se então considerar uma demissão um tanto quanto justa.
Semanalmente, antes de ir para casa ele passava na escadaria da catedral e dava alguns trocados a um mendigo. Era sempre o mesmo. O figura, como todo mundo, não ia com a cara de Frank, mas era grato ao velho, pelas moedas e sempre tentava conversar com ele. E o time de Porangabuçu velho pastorador de livros, perguntava o mendigo. Não vai lá tão bem, respondia Frank. Para ele o futebol havia acabado em 1994, quando seu time havia conquistado seu maior feito: Vice campeão da Copa do Brasil. Então, ele ia embora sem se despedir.
Quando completou 92 anos Frank já não era mais o mesmo. Teve que comprar uma bengala e se proteger do sol. Andava devagar e tossia bastante, apesar de ter largado o cigarro ainda na juventude. Seu médico não lhe dera boas notícias. Em suas contas o velho bibliotecário aquentaria mais um ou dois anos, se tivesse sorte. Os dias foram passando e Frank sentia cada vez mais o peso do tempo. Foi quando passou a visitar a biblioteca apenas três vezes na semana. A esmola ao mendigo foi transferida da terça-feira para a quinta-feira O mesmo não podia reclamar por aquele agrado semanal ter mudado de data.
Semanas depois do laudo médico Frank foi visto sorridente e cantarolando pelas ruelas próximas da catedral, voltando para casa depois de um dia de trabalho. Todos pensavam que ele estava louco ou coisa do gênero, mas não deu tempo do velho Frank dar qualquer tipo de explicação aos fofoqueiros.
Numa madrugada chuvosa ele foi encontrado defronte à porta principal da biblioteca, deitado ao chão. Seu coração já não mais batia. Com ele foram encontrados dois objetos. Na mão esquerda as chaves da biblioteca, na direita, junto ao peito, um livro pequeno e, apesar da chuva, dava pra sentir o seu cheiro de novo. O livro era “O pequeno príncipe” de Antoine de Saint-Exupery. Dentro do livro havia um bilhete. “Após toda uma vida dedicada á literatura, só aos 94 pude perceber a felicidade que uma obra simples e amável poderia me proporcionar. Logo eu que passei a vida inteira dedicada ao mundo da fantasia literária. Quando percebi quão poderia ser simples e leve, a vida, vive vivi em dois meses uma vida toda.

sábado, 10 de julho de 2010

Carlitos


Carlitos era um grande médico. Nunca havia cometido um erro, sempre dava o melhor diagnóstico a seus pacientes e salvava, constantemente, muitas vidas. Ele era bastante respeitado e admirado por todas as pessoas que trabalhavam na área da medicina. Mas Por trás de todo o respeito e admiração existia um ser humano:
É mais um dia normal de trabalho. Carlitos veste seu jaleco, lava suas mãos e começa a atender seus pacientes. Sua primeira paciente é uma senhora de 86 anos.

Ela estava com uma baita dos nas costas desde a noite passada. O que aconteceu, perguntou Carlitos. Eu estava no baile do idoso ontem, dançando como nunca, meu filho, quando senti um estalo nas costas, respondeu sorridente, a velha mulher. A senhora acha que tem idade para esse tipo de estripulia, perguntou o médico, com cara de poucos amigos. Ora filho, eu posso parecer velha por fora, mas por dentro me sinto cada dia mais jovem, respondeu a velhinha, alargando ainda mais seu sorriso. O médico fez cara feia e a receitou apenas uma compressa de gelo e alguns dias de descanso.
No leito seguinte estava um jovem de físico atlético e corpo bronzeado. Ele possuía muitos hematomas pelo corpo e algumas costelas visivelmente fraturadas. Garoto, o que aconteceu com você, perguntou espantado, Carlitos. Eu estava surfando e apareceu uma onda perfeita. Eu a peguei e estava literalmente na crista da onda quando me descuidei um pouco e ela foi mais rápida do que eu, sacou, falou calmamente o jovem. O responsável médico meneou a cabeça e saiu sem falar nada. Do lado de fora do leito pediu para que a enfermeira encaminhasse o surfista para o setor onde ele pudesse pôr remédio e engessar as partes danificadas de seu corpo. Carlitos estava surpreso e indignado com as histórias de descaso daquelas pessoas que acabara de atender. Elas não se preocupavam com as possíveis conseqüências de seus atos. Agiam por impulso. As pessoas vivem cada vez mais de maneira errada. Sempre deixam a emoção sobrepor a razão, pensou o médico.
No leito seguinte foi onde ocorreu a maior surpresa para Carlitos. Ele chegou à porta e viu uma mulher, de aproximadamente 60 anos, com a cabeça inclinada e as mãos nos quadris. A cena chegou a ser engraçada, mas o médico era de um profissionalismo, que afetava até seu humor. O que houve com a senhora, perguntou-a. Meu filho, eu estava namorando, com meu marido ontem, ele tinha tomado aquele tal de Viagra e a coisa esquentou. O homem estava subindo pelas paredes. A gente passou a noite toda fazendo amor, parecíamos dois adolescentes..., disse a senhora. Eu não quero saber de sua vida particular, conte-me o que houve com seu pescoço, falou irredutível, Carlitos. Pois sim, deixe-me terminar seu bobo. Nós estávamos fazendo amor há horas e já não havia mais posição alguma, foi quando a gente tentou inovar, eu fui além dos meus limites e deu nisso. Meu velho, coitado, ainda não conseguiu levantar da cama. Falou, com ar de felicidade, a senhora. A senhora acha que isso é certo? Nós vamos ter que imobilizar seu pescoço. Tenha mais cuidado da próxima vez, disse o médico, e saiu, mais uma vez sem se despedir.
Assim foi seu dia, bem estressante. No fim da tarde havia um parto para ser realizado. O médico que deveria realizá-lo não pôde comparecer, então chamaram o médico mais competente que se encontrava no hospital: Carlitos. Ele quis não aceitar, mas colocou seu profissionalismo em primeiro lugar. Não conversou com a mulher grávida, nem com nenhum familiar da mesma. Foi às pressas para a sala de parto e fez o que tinha que fazer. O parto foi complicado, mas no final tudo terminou bem. O médico tirou o bebê do útero da mãe, deu-lhe três palmadas, então a criança chorou. Quando pegou seu filho nos braços a mãe também chorou. Os familiares, que assistiam ao parto, por fora da sala, choraram muito, de alegria. As enfermeiras se sensibilizaram com aquela cena e não se contiveram, sorriram, olhando umas para as outras e choraram. O único que não sorriu, não se emocionou, não chorou foi o Dr. Carlitos. Ele saiu da sala, tirou suas luvas, pôs as mãos na cabeça e assistindo àquela cena. Quando deu por si estava pensando em toda aquela emoção e nas aventuras vividas por todos seus pacientes. Foi quando escorreu de seu olho a primeira lágrima.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Relato de um ex-solitário


É mais um belo dia de domingo. Catei meu violão e fui passear. No parque, onde todas as pessoas são sorridentes e felizes, é onde passo a maior parte desse dia de descanso. Entre um acorde e outro paro para simplesmente observar: o casal de velhinhos, de cabeças alvas e uma ardente paixão, tão visível. As belas garotas andando de patins e tomando seus energéticos. Têm, elas, uma vida tão saudável, que chega a dar inveja. Nem canso a mente tentando lembrar a última vez que me encontrei em forma.

Dentre outras coisas vejo os pássaros, o pipoqueiro, o carrinho de picolé, a bola de futebol e o velho trio tocando sua dançante música com uma simplicidade e maestria tão encantadora. Por último, mas não menos importante vejo as famílias, cada uma tão diferente da outra, umas maiores, outras menores. A família, que é ao mesmo tempo algo tão confuso e prazeroso de se fazer parte. A convivência diária e divisão de tarefas e despesas. Depois de observar isso tudo é que lembro da minha solidão. Lembro que até alguns anos atrás eu estava fadado a vir a este mesmo parque, sentar perto da lagoa, acender um cigarro e fumá-lo, sem causa alguma, até ser repreendido pelo guardinha do parque, dizendo que aquele não era local para se fumar. Apagava meu cigarro, enxugava meus pés, calçava os sapatos e voltava a casa.

Mas isso já faz muito tempo, nem lembro direito como era essa tal de solidão, como era o sentimento de abandono. Quando dou por mim estou novamente no parque, com o meu violão. Ao lado ouço vozes, por trás recebo um cutucão que me faz pular e dar um sorriso.

Sinto o vento no meu resto e cabelo. Espero ele passar, então abro os olhos. Recebo novamente um cutucão, novamente passo a sorrir. O cachorro late e sai correndo, o garoto vai atrás, a pequena, mais novinha, corre atrás dos dois. Sinto alguém agarrar-se em meu pescoço, dá-me um beijo no canto da boca e dizer, como eu te amo.

Como é bom ter uma família.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Nostalgia


Minha postagem de boas-vindas tem um leve sabor de despedida. Contraditório, mas será explicado. Hoje eu me despeço da minha terra natal, meu paraíso, meu Capistrano. Onde posso aproveitar o amor da minha família e o ar da vida interiorana. Capistrano é onde consigo reorgazinar minhas ideias, colocar a cabeça no lugar e esquecer as loucuras sociais.

Todas as férias são assim. Parto de Fortaleza rumo a Capistrano. É aqui onde passo a maior parte das férias. É onde eu posso esquecer tudo aquilo que me estressou ou me aborreceu durante todo o semestre.

Quando estou aqui o sentimento nostalgia aflora. Esqueço o mundo lá fora. Não assisto os telejornais, nem me preocupo com as notícias. Volto a ser aquele antigo garoto interiorano. Apesar da vida parada sempre há o que fazer: raxa (jogo de bola), baralho, caipira (jogo de dados), praça, festa. Até UNO se joga. Com tudo isso, acabo fazendo uma viagem ao passado. No meu quarto, antes embalado pelo som de SOAD (System Of A Down), Red Hot, Eminen, entre outros. Todos esses estilos eram considerados estranhos. Tudo aquilo que não é forró ou seresta, ritmada por um tecladista, é musicalmente estranho na maioria das cidades interioranas.

Meu nome volta a ser bastante aclamado:” Iury, vai comprar isso”. “Iury, vai fazer aquilo.” Todas as tarefas, que no passado me incomodavam, hoje as faço com imenso prazer. Assim é minha rotina no Paraíso. Ajudo a mamãe na loja, converso com a tia em casa e atendo alguns pedidos do papai. Sábado e domingo a praça é movimentada. Depois das 10 da noite a moçada toma um chá de sumiço.

Os dias se vão. As noites são levadas de frente ao computador, ou na companhia de um bom livro. Todos dormindo, eu sozinho. Pra mim, férias sempre é assim: Os dias mais curtos, as noites mais longas. Sozinho, no silêncio da noite, cultivo idéias matutas, cultivo idéias matutinas. Quando não tenho paciência nem pra tela do computador, nem pras páginas de um romance o PlayStation me faz excelente companhia. O Winning Eleven nunca me deixou na mão. A Master Liga sempre ocupou muito tempo.

Hoje é o dia. Digo até logo a meu Capistrano, volto à cidade grande, abandono toda essa simplicidade. Revejo amigos, volto às aulas. Conheço novas pessoas e tento fazer do meu semestre o mais alegre o movimentado possível. Apesar de vir do interior costumo fazer amizade facilmente e me sinto muito a vontade com isso. Toda a rotina volta a sua normalidade. Até logo Capistrano. Olá Fortaleza.