sábado, 23 de outubro de 2010

O TEMPO

Tempo de brincar
De amar, de ser feliz
Tempo de correr
De pular, coçar o nariz
Foi-se o tempo na rajada
No estrondo do trovão

Passa tempo, devagar
Por que voltar não volta não
Todo tempo que passou
Foi ficando para trás
O momento eternizou
E eu fiquei pedindo mais

Passa tempo
Tempo hora
Passa tempo, no relógio
Já está raiando o dia
Um dia eu era criança
Noutro minha barba já crescia

Tic tac
Tempo hora
Tic tac
Ora tempo
Eu pedi que tu ficasse
Tu foste embora com o vento

Um comentário:

  1. Já está ficando repetitivo um dos seus traços: a atemporalidade. Mas não que isso seja negativo, aproveite-a como quiser e como bem entender. Não importa se chegamos no mundo com uma caixa de cera com 6 ou 12 lápis; o importante é o que vai fazer com elas, as cores que lhe são dadas, as cores podem sair das linhas, viajamos no oceano, não me tranque!!!

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